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Foram mais de 1000 km percorridos de carro, 20 horas de viagens em saveiros e até mesmo numa canoa, além de várias horas de caminhadas. Participaram da expedição Edilma de J. Andrade, Cynthia L. de C. Manso, Wagner Souza Lima e Aurivonele F. Lima, além de Murilo Marchioro, Anna Carolina M. de Oliveira, Giulia M. Marchioro e Nair Souza Lima. Os trabalhos constaram de duas etapas: na primeira percorreu-se a região da baía de Camamu e do canal de Maraú, e na segunda, o litoral nordeste da ilha de Boipeba. O principal objetivo da expedição foi obter espécimes representativos da macrofauna marinha, visto que as últimas coletas registradas na área foram realizadas na década de 60, durante o mapeamento geológico de superfície da bacia. Além disto, procurou-se adquirir novos dados geológicos a partir da análise dos afloramentos da seção marinha desta bacia.
Além dos afloramentos já descritos na literatura, novos afloramentos foram localizados, muitos deles fossilíferos. Obteve-se uma grande quantidade de fósseis, destacando-se os equinóides e moluscos bivalves do gênero Neithea; muitos gastrópodos foram também coletados. Com estas coletas, a Fundação paleontológica Phoenix destaca-se por possuir uma das mais completas coleções de macrofósseis da bacia de Camamu.
A expedição à bacia de Camamu foi planejada com o intuito de obter dados geológicos e coletar fósseis para três projetos que estão sendo desenvolvidos pela equipe da fundação:
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